escriturias

“Pensar que saudade dá e passa, era isso que mantinha meu orgulho de pé, porque eu sabia que podia estragar tudo o que eu havia combinado comigo mesma. Eu combinei que você não valia a pena, que nossa história tinha morrido ali, quando você decidiu ir embora. Mas pra falar a verdade, antes de passar, antes do dia amanhecer novamente, a saudade ela machuca, ela dói e a única coisa que posso fazer é senti-la. Eu juntei todos os destroços que você tinha deixado em mim e esqueci eles, mesmo que artificialmente. Mas a saudade não, a saudade ela tem que ser sentida, doída e tudo mais. Ainda me pego escutando aquela nossa música e sinto meus pensamentos voarem longe, para a época em que éramos felizes. Sinto falta das nossas ligações na madrugada, que duravam horas e horas, sinto falta das nossas brincadeiras bobas, das conversas sobre nossos futuros filhos que cuidaríamos com o maior amor do mundo. Sinto falta do teu abraço, que me fazia segura, ficar em teus braços era algo que me fazia um bem inimaginável. Te chamar de meu era a melhor sensação do mundo, pois você fazia eu me sentir a garota mais feliz, meu maior desejo agora é reunir coragem e deixar o orgulho de lado e lutar por você. Mas, maldito orgulho, ele é o único que não me deixa.”

A tua ausência me causou o caos.